O DP chegou ao fim! Hoje deu o último episódio do Pokémon: Diamond & Pearl, talvez a série pela qual a comunidade portuguesa do Pokémon mais batalhou. Esperemos que não seja ultrapassada pela Battle Dimension...
O episódio de hoje foi excelente, não só pela história do episódio em si, rica, mas também pela dobragem. Os dobradores (pelo menos os mais velhinhos no Pokémon) devem ter imaginado que, depois daquele episódio, demorariam uma eternidade a dobrar um outro, e devem ter achado que já que acabava ali, ao menos que acabassem bem. Como resultado disso, hoje tivemos excelentes interpretações.
Já que comecei a falar de dobragens, começo o rescaldo da série por aqui. Geralmente, quando dobravam as séries, tinham sempre 6 dobradores no Pokémon, sendo que as excepções que haviam eram durante pouco tempo (como por exemplo nas Ligas Laranja, onde tiveram apenas 5, por alguns episódios, e na Battle Frontier, onde num episódio tiveram 7). O DP teve 7 dobradores permanentes, significando menos vozes repetidas e mais qualidade na dobragem (que sempre esteve presente). As novidades na dobragem foram duas: Pedro Cardoso, o famoso dobrador do Spongebob Squarepants, e Rita Fernandes, um nome não tão conhecido no mundo das dobragens, mas que já interpretou importantes personagens em animes, como, por exemplo, o Detective Conan, na sua forma de miúdo.
Pedro Cardoso teve como papel principal o de Paul, o arrogante treinador. Na minha opinião, não podia haver melhor dobrador para interpretar o personagem - aquela arrogância, aquele desprezo, tudo aquilo que caracteriza Paul, foi tudo transmitido para o público. Por isso, parabéns!
Rita Fernandes fez de Enfermeira Joy, de Agente Jenny, de PokéDex e de Rhonda. Eu admito que ao princípio não gostava muito dela, mas com os episódios ela foi melhorando a olhos vistos, sendo que em alguns episódios ela se destacou nas suas personagens. Em relação ao PokéDex, espero que ela lhe dê voz durante muito tempo - o melhor papel dela, sem dúvida!
Minto, agora lembrei-me que a Rita Fernandes não é nova no Pokémon - fez de Jessie e de Max nos últimos três episódios do Battle Frontier. Não me apetece mudar tudo o que já escrevi, embora tudo isto que eu disse se continue a aplicar. Esqueçam aquilo de que ela é uma novidade no Pokémon. A única novidade mesmo é o Pedro Cardoso.
Sendo assim, aqueles dobradores que continuaram na dobragem do Battle Frontier para o DP foram três: Rui Quintas, Luís Barros e Rita Fernandes. O Rui Quintas manteve os seus papéis, à excepção do de Brock, que agora foi para o Luís Barros, que deixou de fazer de Meowth. Gostei imenso da nova voz do Brock.
Também regressaram alguns dobradores ao Pokémon: Sandra de Castro e Raquel Ferreira. Mas estas duas só se contam como regressos de um ponto de vista técnico, já que tinham saído do Pokémon perto do fim da Battle Frontier. Mas isto não acaba aqui, houve outro regresso, algo inesperado - o de Pedro Carneiro! O segundo dobrador de Meowth, que o dobrou durante Johto e parte de Hoenn, regressou a um dos seus maiores papéis!
Em relação à tradução da série (ah, não se esqueçam que esta série foi dobrada num estúdio diferente, o Dialectus, sendo que até aqui tinha sido dobrada no Nacional Filmes), tivemos as cidades traduzidas, um novo lema do Team Rocket e o título escrito em português. Mas não é tudo um mar de rosas: nesta série havia um erro recorrente, que era o de, muitas vezes, um personagem falar, e não lhe sair nada da boca. Também a abertura foi deixada por traduzir. A abertura, inicialmente, era para ser cantada pelo Sérgio Calvinho, o cantor das aberturas do Pokémon desde Hoenn. Ele chegou a traduzir a música, mas antes de começarem as gravações, o cliente (a SIC) decidiu que a abertura iria ser deixada em inglês - o que me desagradou, naturalmente.
Em relação à história em si, foi brutal. Sinnoh é a melhor região de todas, no anime. Em apenas 52 episódios tivemos: recordações de Pokémons antigos, como o Victreebell do James e a Blissey amiga da Jessie; a Jessie a ganhar um concurso, com o Aipom do Ash; aparece um Pokémon a interferir-se entre o Brock e as suas pretendidas, que, pela primeira vez, não o faz de maneira a que todos o odeiem por isso; a Jessie consegue chegar mais longe que a personagem feminina principal em alguns concursos; um concurso de vestimentas muito porreiro; um membro da Elite dos 4; uma Jenny de Kanto, a primeira a aparecer no anime; um torneio de pares excelente; inúmeros derrubes da quarta parede.
Esperemos que a Battle Dimension seja ainda melhor (e eu sei que será).