sexta-feira, 20 de julho de 2012

EP020 - O Fantasma do Pico da Donzela


Há uns tempos prometi-vos que iria fazer uma análise extensa deste episódio. Por isso, aqui vai!

Assim que o episódio “abre”, deparamo-nos com uma uma falésia pontiaguda com uma escultura de uma donzela no topo, e isto tudo numa noite sombria, estando o mar bastante turbulento. Ouvimos aquela música da 4Kids muito misteriosa e nostálgica, o que nos leva a crer que vai acontecer algo curioso! E acontece, ora! Subitamente, aquela escultura de uma donzela liberta um espírito (!) e ouve-se uma voz feminina a rogar pelo regresso do seu amado…

Note-se a animação do espectro assim que surge, muito bem! http://i49.tinypic.com/34ytus5.jpg
Mas, de repente, a alma penada da donzela transforma-se num Gastly, o Pokémon fantasma! Um início sinistro para um episódio sinistro…

O título é “O Fantasma do Pico da Donzela”, uma tradução quase literal do título inglês “The Ghost of Maiden’s Peak”. 

O Ash, a Misty e o Brock – o trio original! – estão no barco que os levou de Portavista para continuarem a sua viagem.

A Misty e o Ash identificam o Pico da Donzela, e aí o Ash, estranhamente e com toda a certeza inconscientemente, deixa-nos com uma rima estranha: “É para lá que vamos, não tarda atracamos!”. O Brock, ao contrário do Ash e da Misty, que se sentem entusiasmados, sente-se desiludido com o Verão que desperdiçou mais uma vez, pois para ele o Verão é sinónimo de “fatos-de-banho e as raparigas que os usam” (e aí vemos três raparigas a posar em bikini na fantasia do Brock!). Num momento dramático, o Brock põe-se de joelhos no chão enquanto está a ser iluminado por um foco de luz.

A Jessie, o James e o Meowth também viajam no barco!... Ou melhor, viajam POR CAUSA do barco. Estão os três em meio barril, presos por uma corda ao barco, que os arrasta. O Meowth comenta que eles estão mesmo acabados. Calma, Meowth, ainda só estão no vosso 19º episódio, ainda têm pelo menos mais uns 700 episódios! A Jessie, dos três, é a única que consegue ver o lado positivo da coisa.

As coisas interessantes que vemos no Festival do fim de Verão são: máscaras de Pikachu, Abra, Squirtle, Weedle, Voltorb e Electrode, conseguimos ver um balão de Jigglypuff, um Zubat colado numa das barracas e, para já, é tudo.

O Brock vê uma rapariga e interroga-se sobre quem ela é. Vemos uma versão “em carne e osso” da donzela do início do episódio, com uma flor no cabelo (aquilo há-de ter um nome mais específico), o seu cabelo roxo-claro, um colar de pedras azuis, uma bandelete rosa e umas pulseiras e uma cena à cintura no seu vestido branca. Vê-se, à partida, que há algo de fantasmagórico nesta donzela! E o Pikachu vê-o bem, assim que o Brock a perde de vista por ter sido atropelado por uma multidão de turistas. A donzela transforma-se num Gastly que faz um olhar ameaçador ao Pikachu antes de desvanecer!...

No meio disto tudo, o Brock troca os seus olhos em forma de coração por uma data de pegadas…
A Jessie planeia apoderar-se do dinheiro que as pessoas deixam cair! O Meowth quer antes algodão doce. Aí, o James vê a mesma donzela que o Brock viu e que o deixa igualmente encantado! A Jessie e o Meowth distraem-no e ele perde-a de vista.

Seguidamente vemos um pouco do Carnaval do Brasil e temos mais cenas do festival. Aqui ouvimos muitos turistas, particularmente turistas ingleses (que se ouvem bem!). Reparem como o Festival é todo muito japonês. Este episódio está repleto de referências à cultura japonesa (é natural, é lá que o Pokémon é feito), algo que entretanto diminuiu muito, hoje em dia a série está de tal modo internacional que é mais incomum encontrar uma referência mais “berrante” ao Japão.

Uma velha estranha aborda o Brock. Curioso como é uma mulher dobrada por um homem, Rui Luís de Brás! O Brock diz-lhe que ela não é linda :P A velhota não parece aceitar o comentário e, a seguir a olhá-lo através de uma lupa, avisa-o para ter cautela com uma “bela jovem” que o poderá levar a um destino cruel!...

A Misty acha-se a linda rapariga em questão, mas a velha diz que não, nada disso, não é de nenhuma tagarela e magricela como ela, ahah, toma! O Ash apoia a velhota, e a Misty indigna-se com ambos e leva-os a todos para longe da mulher! O Brock parece hipnotizado. 

Entretanto, após desesperarem e fazerem referência aos nossos velhos amigos escudos (que se calhar se vão reencontrar connosco em breve!), a Jessie, o James e o Meowth encontram uma moeda americana (vê-se bem o Lincoln Memorial), lá está, dos turistas americanos todos. O James diz que são 20 escudos, está confundido, de certeza.

A mesma velha feia de há pouco aborda-os e diz-lhes que o futuro deles não é nada bom… E o James fala aqui da polícia, do xerife e do FBI. A velhota vidente diz que será uma bela jovem a guiá-los ao abismo, e aí o James parece já familiarizado com a situação:
Não preciso de uma vidente para me dizer isso, há sempre alguma mulher a meter-me em sarilhos, é uma maldição, aahh.

A Jessie envia o barrete (em mais uma imagem digna de ser destacada em termos de animação!). A Agente Jenny surge a confunde tudo, agradece-lhes o facto de estarem a prestar um serviço público ao recolherem dinheiro perdido. O TRio é composto por cidadãos tão bons e observadores, de acordo com a Jenny! Muito bem!

Um padre com bigode cumprimenta as pessoas e diz que vai exibir o santuário do maior tesouro da donzela. Conta que durante 2000 anos aquele quadro esteve no santuário e que é tradição removê-lo e expô-lo durante o festival.

Assim que destapa o quadro, num momento curioso, vemos a donzela a aparecer gradualmente (mais uma vez, destaco a animação, desta vez do quadro!).

É gira!”, diz o Meowth.

O Brock e o James apercebem-se imediatamente de quem aquela rapariga é. Começam a olhá-la quase como se estivessem em transe, isto tudo acompanhado por um pedaço de banda sonora constituído maioritariamente por piano, criando um momento bastante absorvente.

Quase como zombies, os dois começam a aproximar-se, até que o tal padre os impede e conta-lhes que a mulher do quadro morreu há mais de 2000 anos, e aí conta a história dela, de como o seu amado a deixou para ir para a guerra (note-se que o amado dela está vestido meio à viking, apesar de não o ser bem, é mais à típico guerreiro japonês, daqueles que aparecem muito em jogos como Dragon Quest e assim) e que nunca mais regressou, tendo esperado eternamente naquele lugar até que o seu corpo se transformou em pedra. Preciso de falar da animação da cena? Gosto sempre de quando usam aquelas sombras e tal. A voz da Teresa Madruga fica mesmo bem na princesa, está precisamente algo fantasmagórica, tal como se pretende. E o padre, Rui de Sá, está excelente.

O Brock e os amigos vão para o lugar onde está o rochedo, estando já o sol a pôr-se. O James e o resto da Team Rocket também lá estão, mas o James está menos calmo, a Jessie até o tem de agarrar para que ele não se atire!

O Brock afirma que, caso fosse namorado dela, nunca a abandonaria! E o James diz que ninguém a roubaria e que ele lutaria contra todos por ela, mesmo se fosse contra a Team Rocket, ahah! A Jessie diz que ele é doido e o Meowth sugere algo(atenção que nesta altura dizia-se o plural Pokémons, com “s” no final, só mais tarde é que se começou a fazer, e bem, o plural sem “s”): “Os Pokémons são valiosos, mas as obras de arte também – vamos fanar aquele quadro!”. A Jessie apoia!

Nisto, a Jessie larga inconscientemente o James, que começa a cair e apela à Jessie que o segure! Ela fá-lo e… caem os dois à água.

O Team Rocket está a passar-se…” (mais outra nota: nesta altura dizia-se “o Team Rocket”, com “O”, em vez de “a Team Rocket”, com “A”)

Cai a noite. O Brock continua ao pé do rochedo da donzela. O Ash diz “Por mais tempo que esperes, Brock, um rochedo é um rochedo, pá!”. A Misty insiste que se vão embora, e o Brock diz para irem, ele fica bem.

No Centro Pokémon vemos um relógio de cuco – ou melhor, um relógio de Pidgey! O Ash e a Misty estão preocupados com o Brock, mas, quando decidem finalmente ir buscá-lo, a Enfermeira Joy impede-os! É curioso ver que o Centro Pokémon tem daquelas grades que descem e sobem.

E a Joy está preocupadíssima com o sono do Ash, dormir mal faz mal à pele, deixa o Ash nervoso e dá-lhe cabo do apetite!

Entretanto, a Team Rocket está a dormir como Kakuna, nuns sacos-cama suspensos. Toca o despertador do Meowth, que o acorda e o avisa que são horas de ir roubar o quadro, e ele tenta acordar então o James e a Jessie. No entanto, eles os dois não parecem muito importados: a Jessie fala do seu sono de beleza e o James parece estar a sonhar com a donzela.

Uma rajada surge e, graças a ela, abrem-se as portas do santuário. O Meowth vê o espectro da donzela a sair do santuário, que o assusta e o faz gritar! Então, o fantasma emite uma onda qualquer que põe o Meowth a dormir…

O fantasma aproxima-se e chama “Meu amor.”, acordando o James. Destaque para a animação aqui: http://i45.tinypic.com/8t5i.jpg

E grande interpretação do Peter Michael nesta cena, a perguntar à donzela se era mesmo ela.  

No outro lado do santuário, o mesmo fantasma aparece ao Brock, e diz-lhe que esteve à sua espera! E é curiosíssimo ver o mesmo dobrador, Peter Michael, aqui a fazer a mesma pergunta (“És tu, és mesmo tu?”) mas com uma voz e uma abordagem completamente diferente da que fez há pouco com o James.

Chega a manhã e o Ash, a Misty e o Pikachu procuram o Brock de um lado do santuário, enquanto do outro a Jessie e o Meowth procuram o James! Encontram-se os grupos!...

Após o “Quem É Este Pokémon?” (é o Gastly!!), voltamos ao confronto entre os fedelhos e a Team Rocket.

Bleck!”, diz a Jessie.
“A dobrar!”, afirma o Ash, armando-se em espertalhão a tentar citar a fala do James no lema.
 Finalmente encontrei-te!”. A Jessie está confundida, deve ser mesmo por causa da fala anterior do Ash. “Não, espera, não era de ti que andava à procura.
“Também estás à procura de alguém?”, pergunta o Ash, agora deve querer mesmo o lema da Team Rocket. E a Jessie dá-lho, vamos!
O azar está a chegar! E vai ser o azar a dobrar!”. Como não há James e as falas não podem ficar sem rima, a Jessie diz as falas dele.
Dizer isto sozinha é uma seca!...”. Não é, Jessie, força com isso!
Para proteger o mundo da devastação! Para unir todos os povos da nossa nação!” (quando diz a fala dele, tenta ocupar rapidamente o seu lugar e pegar numa rosa, tal como o James faria)
Para denunciar os males da verdade e do amor!
Para conquistar todo o universo em redor.”. Uma voz interrompe e deixa a Jessie confusa.
Jessie?
E James.
Team Rocket à velocidade da luz vai atacar?
Ai, ai! Rendam-se agora ou preparem-se para lutaaaar!” E cai o James ao chão, vindo de dentro do santuário com os olhos todos trocados, como se estivesse sob o efeito de estupefacientes.

Este é um lema único, e é sem dúvida interessante que os escritores da série estejam já a experimentar coisas, estando a série ainda tão no início. Este lema é um dos pontos altos deste episódio, acho que nunca mais tivemos uma coisa do género. Tivemos coisas parecidas, como o lema de Sinnoh em que a Jessie adormece a meio por causa do Hippopotas e o James imita-a nas suas falas e houve ainda uma vez em que a Jessie não estava e o Meowth fez as falas delas, excepto a “Para denunciar os males da verdade e do amor!”, que o James disse (daí a semelhança). Mas nenhuma destas cenas é igual à deste episódio. Até porque não houve lá muitas oportunidades: esta é uma fase em que o Meowth ainda acha que o lema é uma perda de tempo, só lá para as Ilhas Laranja é que começa a gostar dos lemas; a partir daqui, sempre que ou a Jessie ou o James não estão, o Meowth diz as falas do agente em falta. Talvez se o episódio tivesse sido feito mais tarde não tivéssemos esta cena, talvez o Meowth dissesse as falas do James e depois este o interrompesse. Mas isto é especulação, falemos do que temos, que está muito bem feito.

A interpretação da Teresa Madruga também está sublime, assim como as poucas falas do Peter Michael como James estão excelentes.

A Jessie comenta, então, que o James está horroroso, e o Meowth concorda e reforça! O Brock também sai de dentro do santuário.

Depois é engraçado ver o Ash todo amigo do Brock, a segurá-lo e a perguntar-lhe o que aconteceu, e comparar isto com a Team Rocket: o James agarra-se à perna da Jessie todo contente e ela passa-se com isto, abanando-o e deixando-o KO.

A velha vidente surge. O Ash diz “A velhota!” mesmo à frente dela, o que tem bastante graça, se pensarmos nisto. A velhota diz que os dois viram o fantasma da donzela, tal como ela previu! O Brock e o James continuam meios em êxtase e agarram-se um ao outro, dizendo que gostam dela. 

“Eles estão possessos!”, diz o Ash. E o Pikachu faz o seu trabalho, despertando-os. O Brock regressa à realidade, assim como o James, que fica felicíssimo, andando de um lado para o outro com um sorriso meio parvo :)

A velhota explica que, desta vez dentro do santuário, que é comum que as pessoas caiam no feitiço. Aí, a velha fala em “zombies” e em “energia vital”, dois termos que raramente aparecem no Pokémon. Ela diz que os homens que parecem zombies sem energia vital se põem a balbuciar como idiotas. Quando ela o diz, os fedelhos e a Team Rocket começam todos a olhar para os lados, como se não fosse nada com eles, eheh.
Então a vidente diz que é obra do fantasma da donzela, que ainda está à espera do seu homem.

O Brock diz que isso não lhe interessa, ele quer é estar com ela. Mas o James não, naturalmente, o encanto já lhe passou, e isto tudo, suponho, graças à sua imensa destreza mental e força de vontade digna de um dos agentes mais competentes da organização do Giovanni.

A vidente diz que só há uma coisa a fazer! Autocolantes anti-fantasmas, que prontamente cola na cara do James e do Brock. Mas… Eles custam dinheiro! O dinheiro que está naquela máquina é bastante curioso, vejam: http://i45.tinypic.com/2h57n2w.jpg

Decidem todos então colar os autocolantes em toda a parte: em todo o santuário, em todo o James e em todo o Brock. A Jessie põe mesmo um na boca do James para que ele se cale, eheh.

Algumas horas passam e… A donzela chega! O Brock recebe-a com todo o seu amor, dizendo que tem estado à sua espera. Já o James revela mais uma vez que já dominou os poderes de sedução hipnótica do fantasma, afirmando estar com medo!

O Brock e o James elevam-se no ar em direcção à donzela, e o James pergunta porque é que os autocolantes não estão a funcionar! A Jessie e o Meowth explicam que os arranjaram de graça, foi numa promoção dois por um, era uma pechincha, ahahah!       

E isto leva o James a afirmar que não quer ir, categoricamente! Mas, sem querer, larga-se, sendo puxado para a donzela.

A donzela põe-se perto do seu rochedo, por cima do mar, como se quisesse atrair o James e o Brock para a morte! O Brock é agarrado pelo Ash e pela Misty e fica chateado, quer que o larguem! Mas o James não tem ninguém a agarrá-lo e vai para perto do fantasma!

Está tudo perdido, parece-me. Ou não. Um tiro de bazooka aparece de repente e atinge a donzela, que, apesar de não parecer magoado, desconcentrou-se momentamente, de tal modo que o James se liberta! Mas quem é que tem a bazooka? É a Jessie! Muito bem!

Ela diz ao fantasma que não terá a mínima hipótese de levar o James! Sem medo, bravo, Jessie! E então o James, que tinha caído ao mar, sobe pela falésia acima e olha para a Jessie com um brilho nos olhos (de paixão?) e diz:
"Gostas mesmo de mim!
E a Jessie responde:
Não é por causa de ti.”. Oh, Jessie. “Miúdas assim metem-me nojo! Sempre à espera do seu homem como um bicho de estimação, ela não aguenta perdê-lo, ela chora,” - e aqui a Jessie mostra umas lágrimas falsas - “mas eu diria ‘Adeusinho!’. Há mais peixe no mar.” (e o Meowth, preocupadíssimo com a situação, naturalmente, diz que um peixe já vinha a calhar…)

Grande Jessie, sem papas na língua, mostra-lhe quem manda!  Mas a donzela diz que ela não pode interferir e mostra uma faceta mais sombria, pondo o seu cabelo todo no ar à sua volta (típico dos fantasmas)!

Umas caveiras arrepiantes surgem a guinchar, deixando-os a todos com medo! O Ash tenta ver se é um Pokémon… Mas o Dexter diz que não há registo de um Pokémon. As caveiras começam a movimentar-se na sua direcção, rodeando-os! E isto leva a que o Ash, sem querer, vire o Pokédex para outro lado. O Pokédex avisa aí que está a pesquisar, e o Ash e a Misty testam várias direcções.

Quando o Pokédex fica em frente ao Fantasma do Pico da Donzela, o Dexter diz que encontrou! E descreve o Pokémon Gastly!

A donzela revela então que é um Gastly. Mas, além disso, é também a velhota misteriosa! Mas a sua essência é a de um tenebroso Gastly.

O Ash desafia-o para um combate! Mas o Gastly, que fala, não teme. Para atacar o Pikachu, cria uma ratoeira gigante que o persegue! O Meowth, valente, diz que as ratoeiras não o magoam e decide então atacar, mas o Gastly cria uma bola de brincar que o faz parar imediatamente de lhe querer espetar as suas garras para começar a brincar com ela.

Agora é a Jessie que decide atacar, e fá-lo com o seu Ekans, que é repelido por um Mongoose (provavelmente o tradutor achou que era um Pokémon mesmo, daí não ter traduzido o nome, visto ser um animal a sério, um mangusto), que diz “Hora da papa!”, querendo alimentar-se da cobra da Jessie! 

E a Jessie diz ao James que é sua vez, batendo-lhe com a mão na sua mão. E o James, ainda meio atarantado, ordena o seu Koffing que ataque com Gás Venenoso, que alegremente o faz. Mas, infelizmente, o Gastly faz com o Mongoose (o tal mangusto) cresça e ganhe uma máscara de protecção, dizendo “É proibido fumar” e pisando o pobre Koffing! 

Oiçam bem a música de fundo, é capaz de ser uma das mais nostálgicas!

O Ash decide voltar à luta (deve ter percebido que não pode deixar que sejam os vilões a salvá-los!) e escolhe o Charmander. E aí o Gastly transforma-se em extintos e persegue o Charmander, que teme pela sua chama na cauda. O Ash está furioso. Manda então o Squirtle e o Bulbasaur atacarem juntos!

E aqui temos a cena mais famosa do episódio – o Gastly cria as formas evoluídas do Bulbasaur e do Squirtle, um Venusaur e um Blastoise! E os dois Pokémon fazem uma dança de fusão (numa referência óbvia ao Dragon Ball Z) e combinam-se num Pokémon interessantíssimo – um Venustoise! O Squirtle e o Bulbasaur ficam cheios de medo e desistem, assim como o Ash.

Está tudo perdido, o Gastly é muito forte.

Mas não temam! A Misty ainda não fez nada! É a hora! Ela mostra uma cruz cristã ao Gastly, numa tentativa de o repelir. Mas o Gastly parece confuso… E a Misty também tem alho, uma estaca e um martelo, diz ela toda satisfeita, ahahah. Andou a ver muito Crespúsculo, de certeza…

Pelo menos serviu para deixar o Gastly confuso, que lhe pergunta se tem cara de vampiro… Então, ouvimos badaladas de um sino! O Gastly ouve e parece estar em agonia. Parece que ele não aguenta a luz do sol e tem de ir embora! Mas não sai sem lhes dizer que voltará para o ano, e ordena-lhes que não se esqueçam do fantasma da donzela. Desaparece.

O Ash, o Pikachu, a Misty, o Brock, o James e a Jessie ainda parecem um pouco assustados e confusos. Mas o Meowth quer lá saber, ele quer é ver o sol!

Então vemos mais uma parte das celebrações do festival, em que várias lamparinas de papel em barcos pequenos são lançadas ao mar. E aí aparece um Chimecho? Vejam: http://i45.tinypic.com/343hwms.jpg Interesting. Não é, com certeza, um Chimecho mesmo. Mas é uma imagem muito interessante.

O lançamento dos barcos (que o Ash parece só conseguir fazer com a ajuda da Joy) é para iluminar os espíritos perdidos para que encontrem o caminho para casa! E vemos o fantasma da donzela num dos barcos, sentada no ar serenamente.

“Este Verão acabou.”, diz o Gastly. “Mas a tua lenda continuará a viver”. A donzela tranforma-se na velhota e olha para o rochedo. E do rochedo sai o verdadeiro fantasma da donzela, que agradece.

O Gastly diz que gosta de ajudar a que as lendas permaneçam vivas e… também gosta de receber um dinheirinho! Ahah! A donzela diz que se verão no próximo festival e que continuará a aguardar a chegada do seu amor. O Gastly diz que, se alguma vez o encontrar, lhe dirá que a sua amada ainda o espera. E a donzela, quase a chorar, agradece e desaparece.

Entretanto, o Brock está a olhar para o rochedo. “Se fosses 2000 anos mais nova!...”

E o festival tem a sua última celebração. A Team Rocket está alegremente a bater nos tambores tradicionais japoneses.
Acho que estou a fazer um trabalho dos diabos!
Vamos a uma bela batida!

O Ash, vestido com um kimono ou lá o que aquilo é, ainda se interroga acerca do Gastly. E aparece a Misty!... Também vestida com uma roupa japonesa, com um leque e com o seu cabelo para baixo, acompanhado por um fundo cheio de brilho e por um efeito de som que implica o aparecer de algo brilhante, deixa o Ash sem palavras. Puxa por ele e vão todos dançar!

Vemos a Agente Jenny e a Enfermeira Joy também vestidas com um kimono a dançarem também, em vez de estarem a trabalhar.

E acaba assim o Verão para os nossos heróis. O Narrador comenta que ainda há esperança para o Brock, que não deve desanimar.

E cessa assim um dos meus episódios preferidos do Pokémon. Este episódio é uma grande amostra da cultura japonesa e contém muitíssimos elementos que o tornam riquíssimo. Até deve ser dos episódios mais ricos, um dos episódios em que os escritores deram mais largas à imaginação e não tiveram medo de arriscar. Atenção que este episódio foi escrito por Takeshi Shudo, o escritor principal da primeira série e uma das pessoas mais adoradas pelo público mais velho do Pokémon, principalmente por aqueles que são fãs da Team Rocket. E é um episódio que conjuga na perfeição um clima mais sério – adulto -, com um clima mais assustador (consta que há muitos de nós que não conseguiam ver este episódio por terem medo :P) mas que consegue, simultaneamente, ter elementos de comédia que amenizam a situação.

A animação está muito boa, muito ao estilo da primeira série, em que a qualidade estava no talento dos animadores. Há algumas partes que não estão perfeitas, mas há outras que estão lindamente bem e que compensam à vontade.

E este também é um episódio um pouco amostra da primeira dobragem do Pokémon, que tem muita qualidade. O Brock aqui parece bastante mais novo em termos de animação, comparando-o com o Brock de Sinnoh, e é interessante ver como a voz do Peter Michael parece concordar com a animação, fazendo um Brock mais novo também vocalmente. A Jessie e o James estão intocáveis.

Se tivesse de destacar vozes, destacaria a do Peter Michael como Brock e a da Teresa Madruga enquanto Jessie, empatados. Acho que são os que têm melhores momentos no episódio.

E, pronto, fico por aqui. Este é um episódio que qualquer fã do Pokémon devia ver, é absolutamente lapidar e é dos melhores que já saíram dos criadores do Pokémon.

Ash – Maria João Luís
Misty – Helena Montez
Brock – Peter Michael
Jessie – Teresa Madruga
James – Peter Michael
Meowth – Rui Luís de Brás
Agente Jenny – Teresa Madruga
Enfermeira Joy – Helena Montez
Padre – Rui de Sá
Velhota – Rui Luís de Brás
Gastly – Peter Michael
Donzela – Teresa Madruga
Pokédex – Peter Michael
Narrador – Rui de Sá

16 comentários:

  1. Ainda hoje sinto arrepios ao ver o episódio :P

    Bom trabalho PTOLDMAN!

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  2. Que análise fantástica!!! Recordo-me bem deste episódio, é para mim um dos melhores.

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  3. Título PT-PT BW017 Actualizado! ^^

    BW017 - http://bulbapedia.bulbagarden.net/wiki/BW017

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  4. Grande análise, PTOldMan, deu mesmo prazer ler! Nota-se uma enorme diferença naquilo que se sente do Pokémon no princípio. Um dos melhores "fillers" de sempre, sem dúvida. Só tens um defeito: nunca deixas nada para acrescentarmos :)

    Só uns pequenos erros, que é natural aparecerem num texto tão grande:
    - “Ai, ai! Rendam-se agora ou preparem-se para lutaaaar!”, está da cor errada, devia ser azul do James (que é quem fala), não roxo da Jessie.
    - "O Brock e o James continuas meios em êxtase", é "continuam".

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  5. Ptoldman@ referis-te que as audiências no Japão estavam a baixar, mas não... Estão com a mesma média de audiências da saga DP, posicionando-se na 8ª posição ou por vezes 7ª (como de costume).

    A Pokeplus costuma postar este tipo de informações ( como se pode ver aqui: http://www.pokeplus.net/drupal/ranking-de-audi-ncia-de-animes-0207-0807 ), portanto não tem nada a ver com o facto de a Team Rocket estar mais séria ou não, apenas está no bom caminho o Anime.

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    1. Talvez a média de BW até agora seja igual à de DP, mas atenção que os primeiros episódios em geral têm sempre mais audiências que os posteriores, independentemente da "qualidade" dos mesmos, e muitos dos "fillers" são mais vistos que episódios "importantes", não há verdadeiramente um padrão na suposta qualidade dos episódios e audiências em relação ao Japão. E DP já terminou, enquanto que BW, que ainda não, só deve ter tendência para piorar (em geral), porque há sempre aqueles que deixam a meio, e é mais complicado começar a meio, do que desde o princípio.

      Relembro também que um dos episódios recentes do Japão (mas não dos últimos) teve o pior rating de sempre de um episódio de Pokémon.

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    2. *"Relembro" não, "Devo avisar".

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  6. Muito obrigado a todos pelas vossas palavras, são muito gentis!

    Relativamente às audiências, eu apenas estava a comparar os episódios antes e depois do especial do metro. Podem ver aqui as audiências de todos os ep do Pokémon, e BW é o grupo 4 http://wiki.ポケモン.com/wiki/アニメのサブタイトル一覧#.E3.83.9D.E3.82.B1.E3.83.83.E3.83.88.E3.83.A2.E3.83.B3.E3.82.B9.E3.82.BF.E3.83.BC_.E3.83.99.E3.82.B9.E3.83.88.E3.82.A6.E3.82.A4.E3.83.83.E3.82.B7.E3.83.A5

    Posso tentar fazer uma média das audiência, mas parece-me que os números são menores do os números de antes do especial do metro.

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    1. O episódio do Tepig mais recente teve realmente a pior audiência de sempre. Não estava nada à espera... Realmente nota-se um declínio no ranking, mas eu continuaria a defender que DP e BW estão mais ou menos em pé de igualdade.

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  7. Agora digo mesmo: parabéns ao autor deste blogue, que está excelente e muito interessante, e que continue com o bom trabalho! Gostei deste artigo! ;)
    Hm... Pelo que me lembro do episódio (dobrado em português europeu, claro!) acho que o mangusto (que era o Gastly disfarçado) disse «Hora da papa!» e não «Monte de papa!» (e, já agora, acho que não queria comer realmente o Ekans da Jessie, mas sim apenas assustá-lo). «Oiçam bem a música de fundo, é capaz de ser uma das mais nostálgicas!» - de facto, é uma excelente versão de «Burning Battlefield» (é como se chama a música em causa), que já não se ouve (penso eu) desde a 8º temporada de Pokémon, infelizmente. E sim, o Ash e a Misty tinham vestido quimonos. ;)

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    1. Ah, já agora, faço uma crítica (construtiva) a este artigo: acho que seria melhor por o nome do animal em português do que em inglês e a começar por letra minúscula do que maiúscula, ou seja, «mangusto» em vez de «Mangoose». :\

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    2. Obrigado pelos comentários!

      Fui confirmar e, de facto, o Gastly diz "Hora da papa!" e não "Monte de papa!", muito obrigado pelo reparo! É uma das consequências de ter feito este artigo à noite, há sempre erros do género, tento evitar, mas é inevitável!

      Relativamente ao Mongoose/mangusto, editei e deixei nota do nome português do animal, mas não posso evitar o Mongoose, visto ser o termo usado na versão portuguesa do episódio.

      Obrigado, mais uma vez!

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    3. Então o termo foi usado aqui em Portugal? Então, desculpa e obrigago! :-)

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    4. Perdão pelo erro ortográfico: «obrigago»=«obrigado».

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